Campanhas em mídias sociais: como fazer?

Campanhas em mídias sociais: como fazer?

Redes Sociais
02/03/2020

Postar nas mídias sociais parece simples, mas exige conhecimento prévio, estudos, estratégia e planejamento, ações assertivas, avaliações constantes e, se (ou quando) necessário, mudança de rotas.

Você pode estar se perguntando: por onde começar, então?

Minha empresa já tem perfis nas principais mídias sociais, mas nunca tive o número de seguidores, curtidas e, especialmente, o engajamento que imaginava e precisava…

Pode ser um pouco frustrante mesmo… Mas será que você tem feito isso da maneira correta?

Por onde começar?

Então vamos lá! Inicialmente, é preciso falar que esse mundo de mídias sociais é muito (mas muito mesmo!) dinâmico.

Na internet, a primeira rede social surgiu nos anos 1990, com exclusividade a usuários de determinados estados norte-americanos.

A ClassMates.com reúne (sim, ela ainda existe) ex-colegas de escola ou faculdade. Desde então, várias outras surgiram, foram febre e, inclusive, algumas sumiram.

Durante esse tempo, muita gente passou a estudar as melhores formas de divulgar as empresas nas redes sociais. E as mídias sociais mudaram incontáveis vezes, gerando a necessidade de constantes atualizações.

Realmente é preciso dar uma atenção especial para as mídias sociais – afinal, muitos clientes chegam por lá.

Segundo uma pesquisa de dezembro de 2019, os brasileiros ficam, em média, uma hora e 22 minutos nas redes sociais, diariamente.

É, realmente, muito tempo. Entretanto, é essencial integrar toda a estratégia de marketing da empresa. Isso inclui o on e o offline. E, dentro do online, todas as possibilidades – site, blog, redes sociais, etc.

Isso quer dizer que a comunicação que se faz não pode ser uma ilha. Tudo precisa estar harmonicamente pensado, pensando sempre em potencializar a divulgação da marca e, claro, as vendas.

Portanto, não é possível simplesmente postar textos, fotos e vídeos.

É preciso ter uma base sólida, levando em consideração o todo – com estratégia e planejamento embasados em conhecimento do que realmente funciona.

Então, vamos lá! A intenção desse texto é justamente ajudar você a tomar as melhores decisões para sua empresa!

1. Buscar conhecimento (constantemente!)

Como já mencionamos acima, é essencial buscar conhecimento sempre. Afinal, as coisas mudam rapidamente – novas redes sociais são criadas e, dentro das antigas, ferramentas também são alteradas com frequência.

Se sua opção é fazer as campanhas online da sua empresa por conta própria, esteja ciente de que precisará saber MUITO para não gastar tempo sem ter resultado.

E mesmo se a alternativa for terceirizar essa tarefa, é necessário conhecer minimamente o básico para ter ideia se o que vem sendo aplicado é condizente com seus objetivos.

Veja: isso não pode ser no “achismo”; só opine com base em estudos.

2. Fazer um diagnóstico

Onde sua empresa está em relação ao mercado? Quem a conhece? Quem são seus consumidores? O que os colaboradores acham da empresa? O que ela oferece de valor às pessoas? Quem são os concorrentes? 

Para um diagnóstico da empresa, é fundamental que perguntas como essas sejam respondidas com precisão e isenção, ou seja, sem paixões.

Se você mesmo fizer o diagnóstico da sua empresa, procure ser bastante honesto quanto ao ponto em que ela realmente se encontra. 

Esse conselho tem um motivo muito claro. Caso o processo parta de um diagnóstico ilusório, as chances da estratégia e do planejamento futuros funcionarem é muito mais baixo.

E se você deseja elevar sua empresa a outro patamar, não deixe esse passo de lado. Só se consegue superar dificuldades atuais quando se percebe onde estão os equívocos.

Várias ferramentas podem auxiliar a chegada às conclusões, às respostas das perguntas acima. Para esse “raio-X” da empresa, podem ser retomados (caso já tenham sido feitos), respondidos ou refeitos: 

  • Plano de negócios, 
  • Análise SWOT, 
  • Ciclo PDCA,
  • 5W2H,
  • Canvas,
  • Pesquisas: de clima organizacional, de satisfação (clientes), e de mercado (mais ampla, envolvendo conhecimento da marca).

Com os dados, pode-se chegar a um diagnóstico do momento da empresa. A partir dessa conclusão e sabendo para onde se quer ir, fica mais claro o direcionamento dos próximos passos.

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3. Traçar uma estratégia

Acredite: todas as etapas listadas aqui são importantes. Mas essa é o coração de qualquer campanha.

Primeiro, é necessário iniciar pelo óbvio: estabelecer metas e objetivos para a campanha.

Quanto mais precisos e detalhados as metas e os objetivos, mais completo e minucioso será o “mapa” para se chegar à concretização do que é proposto.

Porém, também é preciso retomar ou realizar (caso ainda não tenham sido feitos) alguns passos:

A) DNA da marca

Basicamente, é propósito da sua empresa existir, a essência da sua empresa, o que a faz ser inigualável.

Tal qual o DNA de um humano, o DNA de uma empresa especifica as características que a tornam única.

E como encontrar o DNA da sua marca? Há várias questões importantes a serem feitas: 

  • Qual o porquê da empresa? (Aqui vale lembrar que quando a empresa começa pelo porquê, como ensinado por Simon Sinek, há mais chances da empresa aproximar as pessoas que se identificam com ela).
  • Qual a visão de mundo da empresa?
  • Em que ela acredita?
  • Com o que concorda?
  • Com o que discorda?
  • O que a empresa busca?

Depois de encontrar “quem é” a sua marca, é preciso mantê-lo em mente para que a comunicação não destoe do DNA da empresa.

B) Brand persona

Personificar a marca facilita a empatia das pessoas para com ela.

Esse é o objetivo de ter uma brand persona: revelar em que sua marca acredita, quais os valores e crenças; enfim: mostrar quem seria sua marca se ela fosse uma pessoa.

Isso porque quando um consumidor percebe que tem valores muito parecidos com determinada marca, a aproximação fica muito mais natural.

Há uma identificação e isso gera muito mais do que a vontade de consumir: gera admiração. 

Desse relacionamento próximo, em que os consumidores se enxergam na marca, pode, inclusive, surgir fãs.

É o caso do Nubank, que recebe até declarações de amor, e da Lu, do Magazine Luiza, influenciadora virtual que “explica” sobre tecnologia.

C) Branding

O gerenciamento da marca engloba tanto os aspectos visuais – criação ou adequação de um logo, escolha de uma fonte e das cores, etc. – quanto os estratégicos – tom de voz, tipo de conteúdo e escolha de canais.

O branding, portanto, é o gerenciamento da marca. É a garantia de que as ações diárias de marketing estão de acordo com o que foi estabelecido no DNA da marca e na brand persona.

D) Marketing de conteúdo

Produzir e distribuir conteúdo relevante e educativo. Assim podemos resumir o marketing de conteúdo. 

Falamos sobre isso em outro post por aqui. O caminho, basicamente é o seguinte: com a produção de conteúdo de qualidade, o público passa a enxergar a marca como autoridade.

Afinal, ela contribui na resolução de problemas do público. Isso gera respeito e admiração à marca.

No momento de consumir, fica bem mais fácil decidir pela sua empresa: ela já gerou VALOR, portanto, nem o preço vai importar tanto assim. 

Obviamente, é necessário que a produção de conteúdo seja frequente e que haja material interessante para todas as etapas do funil de vendas.

Porém, essa forma menos invasiva de marketing resulta, em médio a longo prazo, resultados expressivos para o (re)conhecimento da marca e para as vendas. 

4. Acertar metas e objetivos com datas em um planejamento

Quando todas essas etapas são bem realizadas, o planejamento passa a ser bem mais fácil de resolver. Torna-se uma questão de quais ações serão feitas a que tempo e por quem.

O planejamento já inicia embasado em todos os estudos, no diagnóstico e na estratégia. 

5. Ação!

Colocar em prática tudo o que foi pensado e estabelecido anteriormente é, de fato, o mais importante. Não há diagnóstico preciso, ótima estratégia e perfeito planejamento que superem a ação.

E tendo os elementos anteriores bem sólidos, colocar em prática nas mídias sociais não será tão difícil.

Certamente haverá dúvidas no decorrer do processo, mas havendo a base bem construída, elas serão minimizadas com a revisão dos próprios documentos.

Ah, não podemos deixar de citar: quanto mais se faz uma atividade, mais especialistas nos tornamos. Portanto, com o decorrer do tempo todo o material produzido será ainda mais qualificado.

6. Avaliação do desempenho

Essa etapa também é fundamental. Afinal, resultados que não vêm sendo condizentes com o proposto são sinais de que é necessária uma reavaliação.

As análises precisam ser feitas a seu tempo. Não é adequado avaliar algo que não teve seu processo de maturação.

Contudo, quando se faz uma avaliação e não há um resultado nem próximo ao planejado, é necessário retomar todo o material feito, aparar arestas e perceber qual ponto precisa de ajustes.

Ufa! Sim, é bastante coisa para se estudar, pensar e pôr em prática.

Mas quando todo esse ciclo é realizado, há uma grande possibilidade de sua empresa estar nas redes sociais – e em outros espaços on e offline – com a imagem que se deseja.

Se você quer proporcionar a experiência de marketing completa para sua empresa, visando torná-la mais conhecida e vender mais, acione a Gatilho.

Trabalhamos todas as etapas, sempre visando conectar o consumidor à sua marca.

Mauricy Pace

Graduado em Publicidade e Propaganda, com especialização em Branding e Mestre em Educação. Professor universitário, analista digital e curioso nas horas vagas.

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