LGPD e marketing digital, como isso se relaciona?

LGPD e marketing digital, como isso se relaciona?

Marketing Digital
09/02/2021

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor em 18 de setembro de 2020, e suas sanções passaram a valer a partir de 1º de janeiro deste ano. 

Empresas que não se adequarem à nova legislação estão sujeitas a penalizações que variam de 2% do faturamento até R$ 50 milhões, por infração.

Você sabe o que a LGPD abrange e como se adequar? E depois, quais os impactos que essa lei irá gerar no marketing digital da sua empresa? Neste conteúdo vamos responder essas perguntas e deixá-lo por dentro desse assunto. Confira.

LGPD: O que está previsto na legislação

O principal objetivo da LGPD é assegurar a toda pessoa natural a titularidade de seus dados pessoais, garantindo os direitos fundamentais de liberdade, intimidade e privacidade.

A LGPD foi inspirada na lei General Data Protection Regulation (GDPR), regulamentação aprovada pela União Europeia. Porém, no caso brasileiro, com um pouco mais de rigidez.

A Lei Geral de Proteção de Dados vai orientar a coleta, o uso e o tratamento de dados pessoais por parte de empresas e organizações públicas e privadas. Dessa forma, oferece segurança aos usuários que compartilharem suas informações, assim como amparo no caso de mau uso.

As empresas passam a ser obrigadas a adotar medidas que evitem a quebra de sigilo, assim como não poderão utilizar as informações cedidas pelos usuários para outras finalidades além das informadas e autorizadas previamente pelo titular. Também está vetada a transferência de informações entre organizações.

Dados pessoais sensíveis

A LGPD garante o direito do cidadão ao controle e proteção dos seus dados. Ela está ligada, ainda, à liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião. De forma indireta, ela contribui para o desenvolvimento econômico e tecnológico, pois cria um ambiente seguro aos usuários.

São exemplos de dados pessoais sensíveis previstos na LGPD: nome, endereço, RG, CPF, CNH, geolocalização e hábitos de consumo. Também constam na Lei dados relacionados a saúde, biometria, perfil cultural, dados que revelem a origem racial ou étnica, opiniões religiosas, filosóficas ou políticas, filiação sindical e dados ligados à vida ou à orientação sexual do indivíduo.

O titular dos dados tem o direito de acessá-los e até mesmo solicitar a exclusão das suas informações pessoais a qualquer momento. Vale lembrar que a LGPD abrange também os dados pessoais coletados pelas empresas com seus colaboradores.

LGPD no marketing digital

Algumas questões relacionadas ao impacto que a LGPD terá nas campanhas de marketing digital foram levantadas recentemente. O receio da maioria é que a Lei interfira negativamente nos resultados alcançados pelas ações.

Vamos avaliar a situação por outro ângulo. Antes da LGPD entrar em pauta, você já havia se perguntado o que as empresas fazem ou podem fazer com os dados fornecidos?

Seu comportamento está sendo monitorado por ferramentas que ajudam as empresas a identificar se você é ou não o público que elas querem atingir. 

Interações nas redes sociais, navegação em sites, geolocalização, nome, telefone, endereço, tudo isso faz parte de um combo que auxilia na segmentação dos usuários, norteando as estratégias de comunicação e venda, para que estejam de acordo com o perfil do seu público e de potenciais consumidores.

A não aceitação de cookies pode gerar uma dificuldade para campanhas digitais, pois isso impede que as ferramentas de segmentação sejam alimentadas, e sua inteligência precisa dessas atualizações para que possa atingir mais pessoas.

Cookies são pequenos arquivos que são salvos no computador do usuário por meio do navegador e auxiliam na personalização de conteúdos que serão direcionados ao usuário de acordo com seu perfil. A aceitação de cookies torna sua navegação mais dinâmica, voltada às suas preferências. A não aceitação pode privar o acesso do usuário a algumas funcionalidades do site.

No entanto, do ponto de vista comercial, a Lei ajudará a segmentar e direcionar a empresa de forma mais assertiva, tendo em vista que os dados armazenados serão somente de pessoas que realmente se identificam ou demonstram interesse pelo que a organização está oferecendo.

Dessa forma, a LGPD não é um obstáculo, mas sim, uma afirmação de que as informações geradas com os dados fornecidos pelos usuários são importantes tanto para empresas quanto para seus titulares e que precisam ser manipulados com responsabilidade.

Leia o artigo Vender online: como estruturar uma estratégia digital de sucesso

Responsabilidade sobre os dados: quem responde em caso de descumprimento da LGPD

No processo de coleta de dados, em casos de empresas que possuem agência de publicidade, há três indivíduos envolvidos: o titular, o controlador e o operador.

O titular é o usuário que fornece seus dados pessoais. O controlador é quem tomará as decisões relacionadas ao tratamento dos dados, podendo ser tanto a agência quanto o cliente. E o operador é quem irá realizar o tratamento dos dados em nome do controlador.

Entretanto, apesar de a agência operar os dados, na utilização em campanhas, o responsável pelas adequações, de acordo com a lei, é a empresa. A agência poderá auxiliar a marca nesse processo.

Para se adequar à Lei, é importante realizar uma checagem dos dados que constam no seu banco. Caso necessário, contrate uma assessoria para esse processo. Definir os agentes de tratamento também é uma etapa fundamental.

E aí? Gostou desse conteúdo? Para mais artigos como esse, acesse nosso blog clicando aqui.

Helen Cristhiny

Publicitária, aquariana, mãe de doguinho. Movida a café e música.

Voltar aos posts

como está seu negócio no ambiente digital?

teste agora