Branding
03/11/2020

Propósito e posicionamento: se sua empresa deixasse de existir amanhã, que falta ela faria ao mundo?

“Propósito e posicionamento” são duas palavras que vêm sendo muito faladas no mundo do marketing e dos negócios, de modo geral. E não é para menos: seus conceitos aplicados podem transformar a maneira de pensar e agir.

Indo mais especificamente para o marketing, propósito e posicionamento geralmente mudam, também, a maneira da qual as empresas comunicam.

E são justamente essas empresas que inspiram, que fazem diferença, que, por fim, têm mais sucesso. 

Note que “ter sucesso” (e vender mais, rentabilizar mais) veio por último na fila. Essa é a forma de pensar de Simon Sinek, autor de um TED Talks de muito sucesso sobre o Golden Circle, ou Círculo Dourado, em português. 

O vídeo disponibilizado no canal do TED é um fragmento de apenas 18 minutos. O curioso é que Sinek entregou um conteúdo tão interessante, explicando o Círculo Dourado com tanto entusiasmo, que poucos deixam de assistí-lo pela dificuldade no áudio.

É só no quinto minuto que alguém troca o microfone de Sinek. O equipamento fazia muito barulho, porém foi algo que passou despercebido diante da importância do conteúdo que ele abordava.

Começar pelo porquê está ligado diretamente a propósito e posicionamento

No vídeo, assim como no livro “Comece pelo Porquê”, Sinek explica que líderes e organizações que inspiram sabem exatamente a razão pela qual fazem o que fazem. E eles “pensam, agem e comunicam” nesse sentido.

Assim, o “porquê” está em um círculo central, mais relevante e que deve ser olhado primeiramente. O “como” está uma camada adiante. Por último, na camada mais externa, vem o “o que”.

Sinek ressalta que todos sabem o que fazem; alguns sabem como fazem; entretanto, poucos sabem porquê fazem. 

A maioria vai de fora para dentro do círculo. Porém, pessoas e negócios inspiradores, “independente do seu tamanho e da área de atuação, pensam, agem e comunicam de dentro para fora”.

Sinek ensina que trocar a ordem faz toda a diferença, afinal, o consumidor compra o porquê você faz; e não o que você faz.

E a respeito do porquê, ele ainda reforça que é necessário que esteja ligado a suas aspirações mais profundas:

“‘Por que’ não quer dizer ‘ter lucro’, isso é sempre um resultado. Com ‘porquê’ quero dizer ‘qual o seu propósito?’, ‘Qual é a sua causa?’, ‘Qual sua crença?’ ‘Por que sua organização existe?’ ‘Por que você sai da cama pela manhã?’”.

Quem tem propósito e posicionamento tem identificação

Quando uma pessoa ou um negócio “pensa, age e comunica” com base no seu propósito, ela se posiciona em determinados sentidos. Essa maneira, bem genuína, de ser, gera identificação.

É certo que nem todos crêem nas mesmas coisas que sua empresa ou têm causas parecidas. Mas a chave é justamente a compreensão de que você não deve mirar em todo mundo.

Nesse contexto, todo mundo quer dizer ninguém. As pessoas não pensam igual e têm preferências completamente diferentes. Portanto, mostre ao mercado quem é sua empresa, quais suas crenças, quais seus valores.

Dessa forma, quem tem as mesmas crenças e valores se identificará. E, dessa forma, acabará seguindo sua marca, comunicando-se com ela, tornando-se fã e consumidora.

Como explica Sinek, “o objetivo não é fazer negócio com todo mundo que quer o que você tem. O objetivo é fazer negócio com pessoas que acreditam no que você acredita”.

Como funciona o cérebro das pessoas?

Saindo um pouco do marketing, a explicação para essa identificação é ainda mais profunda: é baseada em princípios biológicos, segundo Sinek. Parece que estamos “viajando”, mas segue a leitura porque vai fazer sentido…

O cérebro humano, se visto em uma seção transversal, se correlaciona ao Golden Circle: o neocórtex corresponde ao o que, responsabilizando-se pelo pensamento racional, pela capacidade analítica e pela linguagem. 

As duas seções mais internas, o cérebro límbico, diz respeito aos sentimentos. Dá conta do nosso comportamento e da tomada de decisões.

A comunicação de fora pra dentro, mesmo com números, características, benefícios e tudo mais, não influencia o nosso comportamento. Muito diferente de quando nos comunicamos de dentro pra fora.

Começando pelo porquê, a comunicação toca justamente o sistema límbico, que controla o comportamento. Assim, a partir de coisas tangíveis da nossa fala e ação, é possível que as pessoas racionalizem e decidam intuitivamente.

É nesse ponto que Sinek explica aquelas determinadas situações em que ouvimos números, estatísticas e contextos extremamente embasados e, mesmo assim, não “sentimos” que aquilo esteja certo, que nos toque. 

“Por que usamos o verbo ‘sentir’? Porque a parte do cérebro que controla a tomada de decisão é a límbica, que não controla a linguagem – então às vezes as pessoas falam, apenas, que estão seguindo o coração ou a alma. 

Sinto em dizer, mas não há outra parte do seu corpo que controle sua tomada de decisões – tudo acontece na parte límbica do cérebro.” 

E então, se sua empresa deixasse de existir amanhã, que falta ela faria ao mundo?

Você já tinha se perguntado sobre isso algum vez? Entender a falta que sua empresa faria ao mundo, a quem se conecta com os valores do seu negócio, é um exercício para olhar para a essência.

Quando propósito e posicionamento estão claros e sua empresa pensa, age e comunica no sentido para esse rumo, você perceberá que seu negócio faria, sim, falta ao mundo se deixasse de existir amanhã. Porém, deixaria saudades.

Quer comunicar melhor propósito e posicionamento da sua empresa? Que tal um café para conversarmos para você compreender como a Gatilho trabalha?

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Mauricy Pace

Graduado em Publicidade e Propaganda, com especialização em Branding e Mestre em Educação. Professor universitário, analista digital e curioso nas horas vagas.

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