Se sua marca fosse uma pessoa, como ela seria?

Se sua marca fosse uma pessoa, como ela seria?

Branding
02/03/2020

Personalidade, valores, propósito e relacionamento. Parece que estamos falando de uma pessoa… Porém, tudo isso – acredite ou não! – tem muito a ver com a sua marca.

Se sua marca ainda não tem personalidade, valores, propósito e relacionamento bem claros é bom rever seu posicionamento.

Você pode estar perdendo (e muito!) espaço no mercado de atuação da sua empresa.

Tudo isso vai guiar como a marca se comunica.

Não basta ter um site esteticamente bonito e funcional e perfis em redes sociais cheios de postagens e patrocínios se não há uma “linha mestra” que demonstre o caminho comunicacional a seguir.

Essa linha mestra precisa ser construída baseada em preceitos teóricos, muita reflexão e, claro, “mão na massa”.

E tudo isso não acaba no processo de criação: segue, cotidianamente, nas criações, no relacionamento e no gerenciamento. 

O trabalho é, sim, intenso. Entretanto, ele pode gerar uma identificação e uma empatia que trazem resultados incríveis para a marca.

É o caso, por exemplo, do Nubank. Já falamos por aqui “Por que o Nubank tem fãs e não apenas clientes?”, contando algumas estratégias de comunicação da fintech.

O conceito de brand persona, que tratamos naquele texto (e em “Brand persona: o que é e como definir a da sua empresa?”, abordaremos novamente por aqui. 

Mas também vamos além: entram no páreo informações sobre branding e a respeito do DNA da marca.

Se interessou? Fica por aqui e leia até o final: temos MUITO a falar sobre esses temas (que, aliás, amamos!).

Começando… do começo!

Simon Sinek (se nunca ouviu esse nome, guarde-o!) explicou seu conceito de Golden Circle (Círculo Dourado ou Círculo de Ouro) em um TED e no livro “Comece pelo Porquê”.

A ideia de Sinek não é complexa, mas é extremamente poderosa.

Ele chama de um “padrão”, que serve a pessoas inspiradoras, mas também a organizações, empresas e marcas.

O padrão, o qual Sinek se refere, é basicamente inspirar as pessoas. E isso começa pelo “porquê” fazem, e não “o quê” e nem “como” fazem.

“Os que são capazes de inspirar vão criar um grupo de seguidores – apoiadores, eleitores, clientes, funcionários – que agem pelo bem do todo e não porque são obrigados, mas porque assim o desejam”, ensina Sinek no livro.

E o melhor: para ele, não há limitações para tomar a decisão de iniciar pelo “porquê”.

“As pessoas e as organizações inspiradoras, independente do tamanho ou da área, pensam, agem e comunicam de dentro para fora” (1 – porquê; 2 – como; 3 – o quê).

Explicar seu porquê, deixar claro em quê sua marca acredita (seus valores), portanto, é fundamental.

Afinal, pessoas que acreditam no que você acredita seguirão sua empresa e desejarão fazer negócios com ela.

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DNA da marca

O que torna sua empresa única? A resposta a essa pergunta faz toda a diferença para sua marca.

Assim como o DNA de um animal, cada indivíduo tem suas características próprias, que tornam aquele ser inigualável.

O mesmo ocorre com sua empresa. Se você sabe a razão de sua empresa existir, seu propósito, sua essência, você consegue enxergar o DNA de sua marca, ou seja, o que a torna única.

Para chegar a essa clareza, é preciso questionar muito a respeito do que a marca tem de visão de mundo, em que acredita, o que busca, com o que concorda e com o que discorda.

Refletindo a respeito e colocando tudo isso no papel, está feito o “mapeamento genético” da sua empresa. Obviamente, isso não basta.

É preciso deixar isso muito claro. É por meio de ações e posicionamentos, explicitados pela comunicação que será demonstrado “quem é” a sua marca.

Personificação

Quando se entende o DNA da marca, automaticamente vai se traçando sua personalidade. E, embora uma marca não seja uma pessoa, para facilitar a empatia do consumidor, é bastante indicado que ela seja personificada.

História e, principalmente, valores trazem as pessoas – sejam elas consumidoras ou ainda não – para perto. Quando compactuam com o que a marca pensa, tornam-se defensoras e seguidoras dela.

Por compartilhar tantas crenças e valores, as pessoas sentem-se parceiras da marca.

A proximidade (que precisa ser alimentada pela comunicação da marca, em postagens, comunidades, redes sociais, etc), invariavelmente, retroalimenta o engajamento.

Tanto a escolha de elementos tipográficos, cores, até o que fala e o tom de voz fazem parte da comunicação da marca.

Em um mundo extremamente competitivo, produtos ou serviços muito parecidos são encontrados a cada esquina. 

É preciso atrair as pessoas que compartilham dos valores da sua marca. A “conquista” desse cliente será muito emocional – e, portanto, muito mais profunda, duradoura, sólida e intensa.

Branding: o gerenciamento

Ao adotar essas estratégias, fica claro que elas precisam de continuidade. O gerenciamento da marca, também conhecido com branding, propõe ações constantes ligadas aos valores, crenças e DNA da marca.

O objetivo está sempre ligado à expansão da marca, levando-a ao conhecimento de mais e mais pessoas e fazendo com que o número máximo delas tenha uma visão positiva – consciente ou inconscientemente (formada por impressões a partir dos contatos que já teve com a marca) – a seu respeito. 

No branding estão contempladas tanto a identidade visual – como a escolha de estilo a seguir, a criação ou adequação de um logo, etc. – quanto a questão estratégica (com ênfase à estratégia digital) – tipo de conteúdo, tom de voz e escolha de canais mais adequados.

O trabalho de gerenciamento é complexo, amplo e contínuo. Envolve todos os stakeholders da marca e suas distintas interações.

Mas é o conjunto desses elementos – DNA da marca, brand persona e branding – que eleva sua marca de patamar.

Ela se transforma em “alguém” com personalidade, as pessoas sabem como ela pensa e interagem por acreditarem nela.

Por fim, confiam, são empáticas, defendem e consomem.

Todo esse trabalho precisa de tempo, muito estudo, empenho e uma equipe que já tenha conhecimento de como aplicar.

A Gatilho enxerga sua empresa como um todo, pensa nas estratégias e propõe planejamentos incríveis. Acione a Gatilho e conheça como atuamos!

Juliano Trentin

Co-fundador da Gatilho, publicitário, pós-graduado em branding, torcedor da Chape e pai do Vicente.

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